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<title>Enfermagem Médico-Cirúrgica na Área da Enfermagem à Pessoa em Situação Perioperatória</title>
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<id>http://hdl.handle.net/20.500.11816/4998</id>
<updated>2026-06-10T23:25:41Z</updated>
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<title>Versão em Português Europeu do questionário Urinary Stones and Intervention Quality of Life (USIQoL) para pessoas com litíase urinária: tradução, validade de conteúdo, validade de construto e fiabilidade</title>
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<name>Ribeiro, Ana Lúcia Alves</name>
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<updated>2026-05-20T02:00:31Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Versão em Português Europeu do questionário Urinary Stones and Intervention Quality of Life (USIQoL) para pessoas com litíase urinária: tradução, validade de conteúdo, validade de construto e fiabilidade
Ribeiro, Ana Lúcia Alves
Antecedentes: A litíase urinária constitui uma patologia prevalente, frequentemente associada a prejuízos significativos na qualidade de vida, sendo o seu impacto global ainda pouco explorado. Embora instrumentos de avaliação baseados em resultados relatados pelos doentes (PROMs), como o Urinary Stones and Interventions Quality of Life (USIQoL), apresentem relevância clínica e científica, até ao momento não se dispunha de uma versão validada em português europeu.&#13;
Objetivos: Traduzir e avaliar a validade de conteúdo e de construto, bem como a fiabilidade do USIQoL em português europeu, de acordo com as orientações COSMIN.&#13;
Métodos: Foi efetuada a tradução do USIQoL e um estudo qualitativo (painel de especialistas e população-alvo de doentes) para avaliar a validade do conteúdo, seguido de um estudo prospetivo para avaliar a validade do construto (teste de hipóteses) e a fiabilidade (consistência interna) numa amostra de doentes adultos com urolitíase de um departamento de urologia de um hospital no norte de Portugal. &#13;
O USIQoL integra duas subescalas - Doença de Cálculos Urinários (USIQoL-DCU) e Tratamento (USIQoL-T) - cada uma com 15 itens distribuídos por três domínios: Dor e Saúde Física (DSF), Saúde Psicossocial (SPS) e Âmbito Laboral (AL). Recorreu-se a testes não paramétricos para avaliar as hipóteses pré-definidas uma vez que os dados não tinham uma distribuição normal. A consistência interna foi avaliada pelo alfa de Cronbach.&#13;
Resultados: O processo de tradução seguiu os pressupostos metodológicos, tendo sido rigorosamente documentado em todas as etapas para garantir a validade de conteúdo. No estudo prospetivo, foram incluídos 100 doentes com litíase urinária (média de idade = 55,9 anos ± 13,3; 51% do sexo masculino). A idade avançada associou-se a pontuações mais baixas no domínio Âmbito Laboral de ambas subescalas (p&lt;0,001). Os participantes do sexo feminino apresentaram pontuações mais elevadas do que os do sexo masculino nos domínios DSF e SPS do USIQoL-DCU (p=0,044; p=0,027) e do USIQoL-T (p=0,004; p=0,027). Doentes com história prévia de cálculos urinários apresentaram pontuações mais elevadas nos domínios DSF (p=0,004) e SPS (p=0,025) do USIQoL-T. Os participantes que relataram sintomas apresentaram pontuações mais elevadas nos domínios DSF e SPS (USIQoL-DCU: p=0,004; p=0,044). Doentes com stent in situ apresentaram uma pontuação total mais elevada no domínio SPS (USIQoL-T), em comparação com doentes sem stent e doentes com stent/NPC (p=0,036). Em três domínios, verificou-se que a pontuação total diminuiu com significado estatístico (p&lt;0,001) após o tratamento, comparativamente à avaliação prévia ao mesmo. A versão em português europeu do USIQoL apresentou boa consistência interna [USIQoL-DCU α=0,78 (domínios=0,66–0,94); USIQoL-T α=0,87 (domínios=0,68–0,98)].&#13;
Conclusão: De forma geral, o USIQoL - versão português europeu demonstrou boa validade de conteúdo e de construto, bem como boa consistência interna, apoiando a sua utilização como um Patient-Reported Outcome Measure (PROM) fiável e culturalmente adequado para pessoas portuguesas com litíase urinária. Outras avaliações desta versão noutros contextos clínicos e com amostras de maior dimensão tornam-se necessárias e assumem-se o objeto de estudos futuros.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Diferenciação de Enfermeiros em Anestesia: Perspetivas e sua Relação com o Engagement no Trabalho</title>
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<name>Barros, Patrícia Liliana de Sousa</name>
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<id>http://hdl.handle.net/20.500.11816/5002</id>
<updated>2026-05-15T02:00:27Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Diferenciação de Enfermeiros em Anestesia: Perspetivas e sua Relação com o Engagement no Trabalho
Barros, Patrícia Liliana de Sousa
Objetivo: Explorar as perceções dos enfermeiros perioperatórios sobre a diferenciação profissional na área da anestesia e a sua relação com os níveis de engagement no trabalho.&#13;
Métodos: Estudo de métodos mistos, convergente paralelo com recolha de dados qualitativos (entrevista semi-estruturada) e quantitativos (questionário online) em simultâneo, seguida de análise de dados em separado e posteriormente, integração de resultados. Participaram 32 enfermeiros perioperatórios a exercer funções no bloco operatório de hospitais no norte de Portugal. A amostra foi obtida pela técnica snowball.  Os dados qualitativos foram analisados pelo método de análise de conteúdo segundo Bardin (2016). Os dados quantitativos foram analisados no IBM SPSS Statistics®, versão 28.0 com técnicas da estatística descritiva, incluindo testes t para amostras independentes, e regressão linear múltipla considerando um nível de significância de 5%. Na fase final, recorreu-se à análise integrativa de convergência, divergência e complementaridade para interpretar os dados em conjunto. O estudo obteve aprovação da Comissão de Ética do Instituto Politécnico de Saúde do Norte (IPSN) (Parecer n.º 23/CE-IPSN/2025).&#13;
Resultados: Os participantes reconheceram a diferenciação funcional na anestesia como favorecedora de maior estabilidade no desempenho, consolidação de competências e organização do trabalho, referindo impacto na segurança da pessoa em situação perioperatória. A prática exclusiva na anestesia foi descrita como potenciadora de envolvimento e continuidade no raciocínio clínico, enquanto a polivalência funcional foi associada a maior variabilidade de tarefas, fragmentação da atividade e fadiga emocional. No plano quantitativo, os enfermeiros com prática exclusiva na anestesia apresentaram valores superiores de engagement (M = 45,27; DP = 6,15), em comparação com os enfermeiros com funções multitarefa (M = 38,37; DP = 10,93), com diferença estatisticamente significativa (p = 0,038). A experiência profissional em bloco operatório revelou-se um preditor significativo do engagement (p = 0,042), sugerindo que a continuidade de prática pode estar relacionada com níveis mais consistentes de envolvimento laboral.&#13;
Conclusões: Os resultados indicam que a organização das funções no bloco operatório influencia a forma como os enfermeiros vivenciam o seu trabalho e o engagement associado ao mesmo. A continuidade funcional na área da anestesia pode favorecer maior envolvimento, significado profissional e estabilidade emocional no desempenho, enquanto a rotatividade de funções pode associar-se a dispersão de foco, desgaste emocional e menor consistência na experiência de pertença à equipa. Estes achados realçam a importância de modelos organizacionais que promovam estabilidade funcional, clarificação de papéis e formação especializada, contribuindo para o bem-estar profissional e para a segurança da pessoa em contexto perioperatório. Estudos futuros, com amostras mais alargadas e em múltiplos contextos, serão relevantes para aprofundar estas relações e avaliar o impacto de diferentes configurações organizacionais nos resultados clínicos e indicadores de qualidade.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>A Valorização do Fenómeno Sede em Contexto Perioperatório: Contributo dos Enfermeiros para a Qualidade dos Cuidados. Estudo Quase-Experimental</title>
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<name>Machado, Silvia Andreia Gomes</name>
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<updated>2026-05-15T02:00:27Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">A Valorização do Fenómeno Sede em Contexto Perioperatório: Contributo dos Enfermeiros para a Qualidade dos Cuidados. Estudo Quase-Experimental
Machado, Silvia Andreia Gomes
Objetivo: Avaliar se para os enfermeiros a valorização da sede na pessoa em situação perioperatória influencia a qualidade dos cuidados que prestam.&#13;
Método: Estudo quase-experimental sem grupo de controlo, realizado com uma amostra não probabilística. Participaram no estudo 55 enfermeiros do bloco operatório central de uma unidade hospitalar no norte de Portugal. Os dados foram recolhidos através de questionários de autopreenchimento, composto por variáveis sociodemográficas e profissionais, itens sobre a valorização da sede pelos enfermeiros na prestação de cuidados à pessoa em situação perioperatória, e a Escala de Perceção das Atividades de Enfermagem que contribuem para a Qualidade dos Cuidados. A análise incluiu estatística descritiva e testes não paramétricos (Wilcoxon, correlação de Spearman, Mann-Whitney U e Kruskal-Wallis). &#13;
Resultados: A maioria dos participantes era do sexo feminino (74,5%), com idades entre 41-50 anos (36,4%) e mais de 21 anos de experiência profissional (47,3%). Verificou-se um aumento estatisticamente significativo na valorização da sede após a intervenção educativa (p &lt; 0,05), mas sem diferenças significativas nas dimensões da qualidade dos cuidados. Identificou-se correlação negativa moderada entre maior valorização da sede e perceções mais críticas sobre satisfação e bem-estar da pessoa. &#13;
Conclusão: A valorização do fenómeno sede pelos enfermeiros influencia a perceção dos cuidados prestados, reforçando a importância da sua integração na prática de enfermagem perioperatória.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Cuidar a Pessoa em Isolamento de Contacto no Bloco Operatório. Abordagem Fenomenológica das Experiências dos Enfermeiros</title>
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<name>Teixeira, Pedro Davide Mendes</name>
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<id>http://hdl.handle.net/20.500.11816/5000</id>
<updated>2026-05-15T02:00:26Z</updated>
<published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
<summary type="text">Cuidar a Pessoa em Isolamento de Contacto no Bloco Operatório. Abordagem Fenomenológica das Experiências dos Enfermeiros
Teixeira, Pedro Davide Mendes
Enquadramento: O aumento da incidência de infeções associadas aos cuidados de saúde, particularmente por organismos multirresistentes, impõe exigências acrescidas ao ambiente do bloco operatório, onde a segurança do paciente depende de práticas rigorosas e bem articuladas. Os enfermeiros assumem papel central na implementação das precauções de isolamento, mas existe escassez de evidência sobre as suas vivências neste contexto. Este estudo teve como propósito explorar as experiências dos enfermeiros no cuidar à pessoa em isolamento de contacto em contexto de bloco operatório. &#13;
Métodos: Estudo qualitativo, exploratório, de natureza fenomenológica, conduzido através de entrevistas semiestruturadas a 12 enfermeiros com o mínimo de sete anos de experiência profissional em bloco operatório. A análise de conteúdo foi realizada segundo a metodologia de Bardin. &#13;
Resultados: Da análise dos discursos dos participantes emergiram dois eixos principais: barreiras ao cuidado seguro e estratégias de melhoria. As barreiras identificadas agruparam-se em quatro categorias: protocolos de isolamento no bloco operatório, falhas na comunicação e acesso à informação, condicionantes estruturais e logísticas, vivências emocionais e perceção da desvalorização do isolamento de contacto. As estratégias de melhoria distribuíram-se em duas categorias: intervenções centradas nos profissionais de saúde e intervenções organizacionais e estruturais. &#13;
Conclusão: Os enfermeiros participantes experienciaram múltiplas fragilidades organizacionais, comunicacionais e estruturais bem como sentimentos de insegurança e desvalorização do isolamento de contacto, que comprometem a eficácia das medidas de isolamento. Destaca-se a necessidade urgente de implementação de protocolos específicos, formação contínua e reorganização estrutural e organizacional para garantir a segurança da pessoa em situação perioperatória e da equipa cirúrgica.
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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