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<title>Instituto Universitário de Ciências da Saúde</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/1</link>
<description>O Instituto Universitário de Ciências da Saúde (IUCS) é uma instituição de Ensino Superior Privado Português que ministra cursos superiores na área da Saúde e teve reconhecimento de interesse público no D.R. nº 76, 1ª Série de 20 de abril de 2015.</description>
<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 03:37:21 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-06-23T03:37:21Z</dc:date>
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<title>Efeito dos Polifenóis do Chá Verde na Modulação do Stress Oxidativo em Modelos de Doença de Alzheimer</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/5019</link>
<description>Efeito dos Polifenóis do Chá Verde na Modulação do Stress Oxidativo em Modelos de Doença de Alzheimer
Bakouri, Sara
A doença de Alzheimer (DA) é a doença neurodegenerativa mais comum associada a demência, sendo neuropatologicamente caracterizada por deposição de beta-amilóide (Aβ), fosforilação tau anormal, neuroinflamação crónica e disfunção mitocondrial. O stress oxidativo (SO) é o mecanismo comum desses processos. O cérebro é particularmente vulnerável ao stress oxidativo devido ao seu elevado consumo de oxigénio, à abundância de lípidos poli-insaturados nas membranas neuronais e a uma capacidade antioxidante relativamente limitada. O stress oxidativo assume, assim, um papel central na fisiopatologia da DA, não apenas como consequência do processo neurodegenerativo, mas como um fator ativo que amplifica a disfunção mitocondrial, a inflamação crónica e a perda neuronal progressiva.&#13;
A presente revisão analisa criticamente a literatura sobre polifenóis de chá verde (incluindo epigalocatequina-3-galato (EGCG)) e SO com relação aos dados in vitro , in vivo e clínicos na DA.&#13;
Em modelos pré-clínicos, o EGCG apresenta vários mecanismos de ação :&#13;
1) Eliminação direta de espécies reativas de oxigénio (ERO)&#13;
2) Ativação de vias antioxidantes endógenas, nomeadamente Nrf2/ARE,&#13;
3) inibição de vias pró-inflamatórias, como NF-κ B,&#13;
4) Modulação de vias de sinalização celular, incluindo PI3K/Akt e AMPK,&#13;
5) Indução de processos autofágicos associados à remoção de proteínas mal conformadas (reduz a agregação de Aβ e tau.)&#13;
Estes efeitos moleculares têm sido associados a diminuição do dano oxidativo, declínio na neuroinflamação e melhoria do desempenho cognitivo de modelos animais. No entanto, os dados clínicos são limitados, baseados em estudos de pequena dimensão e não homogéneos. Os principais obstáculos translacionais estão relacionados com a baixa biodisponibilidade oral, metabolismo hepático rápido e má penetração através da barreira hematoencefálica, o que pode contribuir para os resultados heterogéneos da evidência clínica.&#13;
A evidência científica sugere que o EGCG pode ser considerado um potencial agente terapêutico neuroprotetor multialvo com aplicações de tradução, mas inovações farmacêuticas (nano formulações, sistemas de transporte lipossomais, entrega trans-BHE direcionada), ensaios clínicos rigorosos em larga escala e biomarcadores validados de SO e neuroinflamação, são essencialmente necessários para melhorar o sucesso dos ensaios clínicos. Estratégias de intervenção combinadas, integrando o EGCG com outros compostos bioativos, modificações no estilo de vida e abordagens preventivas precoces; parecem mais promissoras do que a monoterapia. Do ponto de vista das ciências farmacêuticas, estes resultados apoiam o papel no aconselhamento ao doente, avaliação da segurança, desenvolvimento de formulações e investigação translacional multidisciplinar.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/20.500.11816/5019</guid>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Psilocybin for Major Depressive Disorder: A Systematic Review of Clinical Evidence</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/5018</link>
<description>Psilocybin for Major Depressive Disorder: A Systematic Review of Clinical Evidence
Pacheco, Etienne Louis
A Perturbação Depressiva Major (PDM) é uma condição de saúde mental altamente prevalente, caracterizada por episódios depressivos prolongados, compromisso funcional persistente e um impacto socioeconómico substancial. Os tratamentos antidepressivos disponíveis atualmente apresentam algumas limitações, como a elevada latência dos efeitos terapêuticos, eficácia limitada em alguns doentes e ocorrência frequente de efeitos adversos, reforçando a necessidade urgente de abordagens terapêuticas inovadoras. A psilocibina, um composto psicadélico serotoninérgico, surge como um candidato promissor no tratamento da Depressão Resistente ao Tratamento (DRT). Este estudo consiste numa revisão sistemática recente da literatura (2015–2025), seguindo as recomendações PRISMA, sobre a eficácia, segurança e potencial terapêutico da psilocibina na PDM, tendo por base ensaios clínicos em humanos, com inclusão de escalas validadas de avaliação da depressão, e analisando os principais aspetos metodológicos e os seus resultados clínicos.&#13;
A administração da psilocibina combinada com psicoterapia demonstrou, de forma consistente, reduções rápidas e clinicamente significativas dos sintomas depressivos, frequentemente observadas a partir de 24 a 72 horas após a sua administração. Registaram-se benefícios sustentados durante semanas a meses e, em alguns casos, até um ano após uma ou duas administrações. Os efeitos adversos foram geralmente ligeiros e transitórios, não tendo sido reportados eventos adversos graves diretamente atribuíveis à psilocibina. A eficácia clínica mostrou-se fortemente associada ao suporte psicoterapêutico. O mecanismo de ação distinto aliado a um início mais rápido dos efeitos terapêuticos, eficácia sustentada e um perfil de tolerabilidade favorável, diferencia-a dos antidepressivos convencionais. Contudo, limitações como tamanho da amostra, heterogeneidade metodológica e períodos de seguimento limitados exigem precaução na interpretação dos resultados. Ensaios clínicos de fase III, multicêntricos e de maior escala, são fundamentais para confirmar a eficácia, estabelecer orientações clínicas e abordar desafios éticos e regulamentares. Caso a sua eficácia e segurança sejam demonstradas, a psilocibina tem o potencial de transformar o paradigma terapêutico da depressão e redefinir as abordagens de problemas associados à saúde mental.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/20.500.11816/5018</guid>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Ocorrência ambiental de inibidores da aromatase utilizados como anticancerígenos: Anastrozol, Letrozol e Exemestano - Revisão Sistemática</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/5017</link>
<description>Ocorrência ambiental de inibidores da aromatase utilizados como anticancerígenos: Anastrozol, Letrozol e Exemestano - Revisão Sistemática
Soares, Maria Leonor Teixeira
Os inibidores da aromatase: anastrozol, letrozol e exemestano são amplamente utilizados no tratamento do cancro da mama hormono-dependente. O uso crescente destes fármacos, aliado à sua excreção parcial sob a forma inalterada ou como metabolitos biologicamente ativos, tem conduzido à sua identificação como contaminantes emergentes no ambiente aquático. O presente trabalho teve como objetivo analisar a ocorrência ambiental destes inibidores da aromatase, com foco nas águas residuais, águas de superfície e, quando disponível, noutras matrizes ambientais.&#13;
	A metodologia envolveu a análise de estudos de monitorização ambiental e a utilização de dados de propriedades físico-químicas provenientes de bases de dados reconhecidas. Os estudos analisados indicam que o letrozol e o anastrozol são frequentemente detetados em águas residuais, evidenciando uma remoção incompleta pelos processos convencionais de tratamento. A informação disponível sobre o exemestano é mais limitada, refletindo lacunas no conhecimento relativamente à sua ocorrência ambiental. Em águas de superfície, as concentrações reportadas são geralmente inferiores às observadas em águas residuais, mas suscitam preocupações associadas à exposição crónica dos organismos aquáticos.&#13;
	De modo geral, os resultados demonstram que os inibidores da aromatase apresentam persistência ambiental e potencial ecotoxicológico, embora a informação existente seja ainda fragmentada, sobretudo no que respeita a sedimentos e outras matrizes ambientais. Assim, este trabalho reforça a necessidade de monitorização contínua, do aprofundamento dos estudos de destino ambiental e da avaliação integrada do risco ecológico associado a estes fármacos.; Aromatase inhibitors such as anastrozole, letrozole and exemestane are widely used in the treatment of hormone-dependent breast cancer. Their increasing consumption, combined with partial excretion in unchanged form or as biologically active metabolites, has led to their classification as emerging contaminants in the aquatic environment. The aim of this study was to evaluate the environmental occurrence of these aromatase inhibitors, focusing on wastewater, surface waters and, when available, other environmental matrices.&#13;
	The methodology involved the analysis of environmental monitoring studies and the use of physicochemical properties data obtained from recognized databases. The analyzed studies indicate that letrozole and anastrozole are frequently detected in municipal wastewater, including treated effluents from wastewater treatment plants, highlighting the limited removal efficiency of conventional treatment processes. Information regarding exemestane is comparatively scarce, revealing important knowledge gaps concerning its environmental occurrence. In surface waters, reported concentrations are generally lower than those found in wastewater; however, they may still raise concerns related to chronic exposure of aquatic organisms.&#13;
	Overall, the findings demonstrate that aromatase inhibitors exhibit environmental persistence and potential ecotoxicological relevance, although available data remain fragmented, particularly regarding sediments and other environmental matrices. Therefore, this work emphasizes the need for continuous monitoring, further investigation of environmental fate and a more comprehensive assessment of the ecological risks associated with aromatase inhibitors.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/20.500.11816/5017</guid>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Unveiling Earth’s Secrets: Bridging Geophysics and Forensic Sciences in Criminal Investigations</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/5016</link>
<description>Unveiling Earth’s Secrets: Bridging Geophysics and Forensic Sciences in Criminal Investigations
Ferreira, Ema Alexandra da Conceição
Os dispositivos explosivos enterrados continuam a representar um risco significativo em contextos europeus, tornando o desenvolvimento de métodos de deteção fiáveis e seguros uma prioridade crítica. Esta revisão sistemática avalia a eficácia e a eficiência de técnicas geofísicas na deteção de dispositivos explosivos enterrados em ambientes europeus reais ou simulados. Foi realizada uma pesquisa sistemática nas bases de dados IEEE Xplore e SpringerLink até 8 de julho de 2025. Foram incluídos estudos experimentais que aplicaram técnicas geofísicas e reportaram métricas quantitativas de desempenho. A seleção dos estudos foi realizada de forma independente por três revisores, e os resultados foram sintetizados de forma narrativa devido à variabilidade metodológica.&#13;
Foram incluídos oito estudos. A magnetometria alcançou as taxas de deteção mais elevadas (até 96%) e demonstrou maior eficácia na deteção de alvos mais profundos, especialmente aqueles com propriedades ferromagnéticas. Métodos baseados em radar, particularmente o radar de penetração no solo (GPR), atingiram taxas de deteção entre 70% e 90%, com desempenho influenciado pelas condições do solo e pela configuração do sistema. Abordagens combinadas que integram múltiplos sensores reduziram os falsos positivos, mantendo um bom desempenho de deteção. Nenhuma técnica isolada superou consistentemente as restantes em todas as condições. O GPR demonstrou maior flexibilidade em ambientes diversos, enquanto a magnetometria foi mais eficaz na deteção de alvos metálicos mais profundos. De forma geral, as abordagens combinadas revelam-se promissoras, embora a variabilidade metodológica evidencie a necessidade de maior normalização no desenho experimental e nas métricas de desempenho.; A deteção de dispositivos explosivos enterrados, tais como minas terrestres, engenhos explosivos não detonados (UXO) e dispositivos explosivos improvisados (IED), continua a constituir um desafio técnico e humanitário significativo, particularmente em contextos europeus recentes. Este estudo avaliou o desempenho do radar de penetração no solo (GPR) na deteção de dispositivos explosivos inertes enterrados, considerando a influência de diferentes frequências de antena (250 MHz e 500 MHz), profundidades de enterramento (10–70 cm), orientações (horizontal e vertical) e condições ambientais (verão e inverno).&#13;
Para o efeito, foi realizado um estudo experimental controlado num campo de treino em Portugal, onde 15 dispositivos inertes foram enterrados em solo franco-arenoso. As campanhas de aquisição de dados foram realizadas em diferentes momentos e sob condições sazonais contrastantes, tendo os resultados sido posteriormente processados e analisados com recurso a radargramas 2D.&#13;
Os resultados mostram que a antena de 500 MHz apresentou, de um modo geral, melhor desempenho, com taxas de deteção até 93%, devido à sua maior resolução, particularmente na deteção de alvos de menor dimensão. Em contraste, a antena de 250 MHz demonstrou maior estabilidade e capacidade de penetração, revelando-se eficaz na deteção de alvos de maiores dimensões. Verificou-se ainda que as condições ambientais influenciam significativamente o desempenho, com taxas de deteção mais elevadas no verão (até 93%) em comparação com o inverno (até 87%), devido ao aumento da humidade do solo e consequente atenuação do sinal.&#13;
Conclui-se que o desempenho do GPR depende da interação de múltiplos fatores, nomeadamente a frequência da antena, as propriedades do solo e as condições ambientais. Este estudo evidencia a importância de abordagens experimentais controladas, mas realistas, contribuindo para a otimização de metodologias de deteção de dispositivos explosivos enterrados em contextos europeus específicos.; Buried explosive devices remain a significant risk in European contexts, making the development of reliable and safe detection methods a critical priority. This systematic review evaluates the effectiveness and efficiency of geophysical techniques for detecting buried explosive devices in real or simulated European environments. A systematic search was conducted in the IEEE Xplore and SpringerLink databases up to 8 July 2025. Experimental studies applying geophysical techniques and reporting quantitative performance metrics were included. Study selection was performed independently by three reviewers, and results were synthesised narratively due to methodological variability. Eight studies were included. Magnetometry achieved the highest detection rates (up to 96%) and demonstrated greater effectiveness in detecting deeper targets, especially those with ferromagnetic properties. Radar-based methods, particularly ground-penetrating radar (GPR), achieved detection rates ranging from 70% to 90%, with performance influenced by soil conditions and system configuration. Combined approaches integrating multiple sensors reduced false positives while maintaining good detection performance. No single technique consistently outperformed others under all conditions. GPR showed greater flexibility across diverse environments, whereas magnetometry was more effective for deeper metallic targets. Overall, combined approaches appear promising, although methodological variability highlights the need for greater standardisation in experimental design and performance metrics.; The detection of buried explosive devices, such as landmines, unexploded ordnance, and improvised explosive devices, remains a significant technical and humanitarian challenge, particularly in recent European contexts. This study evaluated the performance of ground-penetrating radar (GPR) in detecting buried inert explosive devices, considering the influence of different antenna frequencies (250 MHz and 500 MHz), burial depths (10-70 cm range), orientations (horizontal and vertical), and environmental conditions (summer and winter).&#13;
To this end, a controlled experimental study was conducted at a training site in Portugal, where 15 inert devices were buried in sandy loam soil. Data acquisition campaigns were conducted at different times and under contrasting seasonal conditions, and the results were subsequently processed and analysed using 2D radargrams.&#13;
The results show that the 500 MHz antenna generally achieved better performance, with detection rates of up to 93%, due to its higher resolution, particularly in the detection of smaller targets. In contrast, the 250 MHz antenna demonstrated greater stability and penetration, proving effective at detecting larger targets. Environmental conditions were also found to significantly influence performance, with higher detection rates in summer (up to 93%) compared to winter (up to 87%), due to increased soil moisture and consequent signal attenuation.&#13;
It can be concluded that GPR performance depends on the interaction of multiple factors, namely antenna frequency, soil properties, and environmental conditions. This study highlights the importance of controlled yet realistic experimental approaches, contributing to the optimisation of methodologies for detecting buried explosive devices in specific European contexts.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/20.500.11816/5016</guid>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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