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<title>Psicologia Forense e da Transgressão</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/47</link>
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<pubDate>Fri, 01 May 2026 15:59:09 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-05-01T15:59:09Z</dc:date>
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<title>Investimento e responsabilidade parental de mães com filhos institucionalizados</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/234</link>
<description>Investimento e responsabilidade parental de mães com filhos institucionalizados
Gonçalves, Isabel Maria Moutinho
A história pessoal do individuo, nomeadamente as experiências vividas no seio familiar, tem uma influência determinante no seu desenvolvimento psicológico.&#13;
A institucionalização da criança/jovem (C/J) permite na sua maioria, apenas, o crescimento físico e social, ficando a faltar um crescimento afetivo, alicerce de toda uma vida adulta saudável, constituindo-se como impossibilidade de uma evolução em espiral, num movimento incerto mas construtivo. “Ninguém abandona sozinho...”; são os pais, a família e o meio em que a criança se insere se constituem ausentes. Os pais não souberam, não puderam ser “suficientemente bons” (Sá e Cunha, 1996). Assim, a instituição deve oferecer-se à criança como uma estrutura contentora, minimizadora dos efeitos de uma separação/abandono inevitáveis. Por outras palavras, é essencial a criação, a manutenção e a disponibilização da instituição como lugar de cultura e formação afetiva, de modo a que a resiliência possa eclodir. Em Portugal, aproximadamente 12.000 C/J estão em situação de acolhimento institucional, ou seja, estão entregues aos cuidados de uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). A revisão bibliográfica feita sobre o investimento e a responsabilidade parental de mães com filhos institucionalizados experienciam reações que podem ser interpretadas como sinais de stress, junto com mecanismos de defesa, estando suscetiveis a sofrer perturbações desenvolvimentais se a institucionalização se prolongar. O isolamento tendencialmente gera ansiedade e outros sentimentos de dor, incluindo raiva e depressão. A privação completa de cuidados primários e apoio afetivo por parte da família pode ter um efeito permanente no desenvolvimento da personalidade em capacidade de formar, suster e desfrutar das relações (Marron, 1998).&#13;
O presente estudo tem como objetivo, avaliar a perceção que os jovens institucionalizados e respetivas mães detêm sobre as suas funções parentais. Participaram 41 jovens institucionalizados com idades compreendidas entre os 11 e 18 anos e respetivas figuras maternas.&#13;
Os resultados obtidos apontam para a presença de comprometimentos significativos tanto ao nível do investimento parental, como ao nível da responsabilidade parental destas mães. A maior parte destas famílias (cerca de 60%) enquadra-se na concetualização de famílias multiproblemáticas, apesar de não apresentarem valores de psicopatologia relevantes.
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<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Adaptação do questionário Como Eu Penso</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/164</link>
<description>Adaptação do questionário Como Eu Penso
Ramos, André Valente Araújo
O comportamento anti-social tem sido estudado, nos últimos anos, sobre diversas teorias e campos do saber. Quando se perspectiva o comportamento anti-social enquanto fenómeno cognitivo, o conceito mais emergente refere-se às distorções cognitivas, mais concretamente às distorções cognitivas de auto-serviço. As distorções cognitivas de auto-serviço são responsáveis pela origem e manutenção do comportamento anti-social, do comportamento agressivo e da delinquência. Na explicação da forma como funcionam estas distorções cognitivas, Gibbs, Potter e Goldstein (1995) enunciaram uma tipologia das distorções cognitivas de auto-serviço, dividindo-as em distorções cognitivas de auto-serviço primárias e distorções cognitivas de auto-serviço secundárias, bem como procederam à sua repartição por quatro categorias: Auto-centrada; Culpar os Outros; Minimizar/Rotular Mal; Assumir o Pior. A investigação deste tipo de distorções cognitivas e a sua relação com o comportamento anti-social tem sido bastante efectiva nos últimos anos. As distorções cognitivas de auto-serviço têm sido associadas e estudadas em estreita relação com conceitos como: Comportamentos cobertos e abertos; comportamentos de internalização e externalização e raciocínio moral. Este estudo de investigação, tem como objectivo a adaptação do How I Think Questionnaire - HIT (questionário Como Eu Penso - CEP), que mede distorções cognitivas de auto-serviço, à população portuguesa. A amostra do estudo é constituída por 75 sujeitos, sendo 30 do grupo dos delinquentes e 45 dos não delinquentes, em que a idade média da amostra é de 15.97±.93. Não existem diferenças significativas quanto à idade entre os 2 grupos em estudo. Com efeito, a idade média do grupo dos delinquentes é de 16.17±.83 e a do grupo dos não delinquentes é de 15.87±.97 (t = 1.295; gl = 66; ns.). Quanto ao sexo, 61 dos jovens são do sexo masculino e 14 do sexo feminino. Não existem diferenças significativas em termos de distribuição da variável sexo pelos dois grupos em estudo (x2 = .132; gl = 1; ns.).
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<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2011-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Características psicológicas dos delinquentes sexuais</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/163</link>
<description>Características psicológicas dos delinquentes sexuais
Pereira, Cátia Vanessa Fonseca
O crime violento é um tópico profundamente emotivo que diariamente é ilustrado em series de televisão, cinemas e jornais, merecendo atenção do público em geral e mais especificamente dos criminologistas da actualidade. Alguns criminologistas focam maior interesse em formas específicas de ofensa (nos últimos anos, predominantemente a violência domestica e a sexual, roubos e furtos), outros em tipos particulares de ofensa (especificamente, aquelas que são cometidas com frequentes ou extremos actos de violência). O conceito de violência sexual não se afigura fácil, oscilando a abrangência do mesmo de autor para autor, o que contribui para resultados díspares consoante os estudos lhe dão maior ou menor amplitude. Apesar da complexa teia de considerações circundantes do conceito, registamos a existência de aspectos comuns, mais concretamente, a coerção e o diferencial de poder. Embora seja cada vez mais uma temática actual na nossa sociedade, ainda se denota algum tabu e dificuldade de abordagem, o que faz com que os ofensores sexuais ainda representem uma espécie de delinquentes desconhecida da maioria dos investigadores que estudam o fenómeno criminal em Portugal. A delinquência sexual é um fenómeno complexo que se faz sentir de uma forma ou de outra em todas as culturas e sociedades, constituindo um complexo fenómeno resultante de uma combinação de características biológicas, psicológicas e sociais. O presente estudo encontra-se integrado numa linha de investigação e tem como objectivo geral realizar a descrição das características psicossociais dos delinquentes sexuais, junto de um grupo de reclusos detidos no Estabelecimento Prisional do Vale do Sousa, por crimes contra a liberdade e a auto-determinação sexual. Desenvolveu-se um estudo de natureza exploratória, recorrendo-se à utilização de uma grelha de análise de processos para obtenção de dados heterobiográficos e a uma escala para avaliação dos estilos de vida criminais auto – reportados.&#13;
Os resultados obtidos permitem perceber que, embora não existam interesses sexuais desviantes, abusos (físico, psicológico e/ ou sexual) na infância e perturbações psicológicas; os delinquentes sexuais apresentam dificuldades educacionais e características de personalidade anti – social. Para além disso constatamos que apresentam um elevado estilo de vida criminal, onde predomina o comportamento interpessoal intrusivo. Este estilo de vida criminal relaciona-se com historial de ofensas anteriores, consumo de substâncias psicoactivas e dificuldades laborais. Por fim, foram diferenciados três perfis de delinquentes sexuais, sendo estes o Delinquente, o Psicopata e o Inadaptado. O perfil do ofensor Delinquente é aquele que aparece com mais frequência na nossa amostra. Este estudo descritivo constitui mais um passo para o conhecimento desta espécie de delinquentes ainda desconhecida da maioria dos investigadores que estudam o fenómeno em Portugal, na esperança de puder influenciar e proporcionar uma base para novas pesquisas neste âmbito.
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<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2011-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Adaptação da escala de sentimentos criminais</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/162</link>
<description>Adaptação da escala de sentimentos criminais
Pereira, Ivo Emanuel e Vaz
Introdução: Sentimentos criminais são um conjunto de atitudes e crenças que representam suporte proximal pessoal e interpessoal para o comportamento criminoso que se torna enraizado através da formação e adopção de sentimentos criminais comuns, normas, costumes e mecanismos via pressão exercida pelo grupo (Golden, 2003; Stevenson, Hall &amp; Innes, 2004; Tulyakov, 2004). A Criminal Sentiments Scale (CSS) trata-se de um questionário auto-aplicável que foi desenvolvido com o objectivo de medir as atitudes anti-sociais, valores e crenças directamente relacionados com a actividade criminal (Simourd &amp; Olver, 2002).&#13;
Método: A nossa amostra encontra-se organizada da seguinte forma: Grupo de jovens não delinquentes (ND) (n=49), ou seja, que nunca tiveram qualquer contacto com o sistema judicial e um grupo de jovens delinquentes (D) (n=33) que se encontram em contacto com o sistema judicial. Foi aplicado a ambos a versão portuguesa da “Criminal Sentiments Scale – Modified” (CSS-M).&#13;
Resultados: A versão portuguesa da CSS-M revelou uma boa consistência interna (alfa de Cronbach =, 89), e apoiando esta medida, a totalidade de subescalas da versão portuguesa do CSS-M correlacionam-se de forma significativa entre elas. O resultado total da CSS-M foi de 29,22 (DP=11,54) para o grupo D e de 15,39 (DP=6,22), existindo também diferenças significativas entre os dois grupos nas subescalas que a compõem.&#13;
Conclusões: Este estudo de adaptação da versão portuguesa da CSS-M, revela características psicométricas similares às encontradas em outros estudos que utilizaram a mesma escala e, por isso, estamos perante um instrumento de aplicação breve, sensível e especifico para o estudo das atitudes anti-sociais, crenças e valores.
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<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2011-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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