<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0">
<channel>
<title>Psicologia Clínica e da Saúde</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/50</link>
<description/>
<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 19:12:44 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-03-20T19:12:44Z</dc:date>
<item>
<title>Depressão pós-natal - morbilidade psiquiátrica no casal, desenvolvimento congnitivo e ajustamento psicossocial na criança</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/358</link>
<description>Depressão pós-natal - morbilidade psiquiátrica no casal, desenvolvimento congnitivo e ajustamento psicossocial na criança
Rocha, Juliana Lopes da
A Depressão pós-natal (DPN) foi estudada sobre o ponto de vista das suas causas, natureza e consequências. No entanto, os seus efeitos a longo prazo sobre a saúde mental das famílias ainda não foram suficientemente aprofundados e emergem como uma questão interessante para analisar. A principal hipótese deste estudo é: Mães, pais ou casais, com morbilidade psiquiátrica, devido à depressão pós-natal, apresentam filhos com maiores dificuldades, a nível do desenvolvimento cognitivo e ajustamento psicossocial, do que mães, pais ou casais que não têm DPN. Objetivos: Perceber a influência das variáveis preditoras da DPN, na mulher e no homem; averiguar a concordância de diagnóstico de depressão no casal; relacionar a DPN na mulher, no homem e no casal com as variáveis da criança (desenvolvimento mental e ajustamento psicossocial); e compreender o efeito da DPN da mãe, do pai e do casal na criança e definir perfis de risco, para a morbilidade física, o desenvolvimento cognitivo (DC) e o ajustamento psicossocial (APS) da criança. Métodos: Participantes: Este estudo inicialmente era constituído por 198 mulheres (75 com anterior diagnóstico de depressão e 123 sem historial de depressão), 152 companheiros (33 com diagnóstico anterior de depressão e 119 sem historial de depressão) e 198 crianças. Os participantes foram acompanhados desde as 37 semanas de gravidez até aos 12 meses após o parto, tendo-se realizado 4 avaliações em momentos distintos (37 semanas de gestação, 2 semanas pós-natal, 6 semanas pós-natal e 12 meses pós-natal). Recentemente, após 6 anos do início do estudo, realizou-se uma 5ª avaliação, constituída por 97 mulheres (idade média 35,8 anos ± 4,3), 60 companheiros (idade média 37,5 anos ± 4,7) e 95 crianças (45 do género feminino e 50 do género masculino) (idade média 68,4 meses ± 3,6). O estado de saúde e o ajustamento psicossocial dos participantes foram avaliados. Assim como o desenvolvimento cognitivo, no caso das crianças. Instrumentos de Avaliação: No início do estudo foram administrados diversos questionários, nomeadamente, a entrevista psiquiátrica - SADS- L, o questionário sobre depressão - EPDS, o questionário sobre depressão e ansiedade - HADS, o inventário sobre personalidade - EPI, a escala sobre otimismo - LOT-R, a entrevista sobre acontecimentos de vida recentes – PAYKEL, o questionário sobre suporte social - SSNI e a escala de classificação social da família – Graffar. Na 5ª avaliação foram administrados a SADS-L e os questionários HADS e EPDS aos pais. Tendo sido&#13;
também inquiridos sobre o apoio social, eventos estressantes e outras informações sobre a família. As informações demográficas, clínicas e psicossociais sobre os pais e os dados sobre a saúde física dos filhos, o desenvolvimento psicomotor e cognitivo, ao longo dos 6 anos, foram obtidas a partir das avaliações anteriores e também a partir das versões de ASEBA, o CBCL e o C-TRF (sobre o APS da criança) e da Escala de Griffiths (quanto ao DC). Resultados: Ao longo dos 6 anos de estudo, verificou-se que a prevalência da depressão, na gravidez, foi de 35% nas 198 mulheres e 8% nos 152 homens. Após 2 semanas pós-natal, foi de 59% nas 198 mulheres e 26% nos 150 homens, sendo o período no qual a DPN foi mais elevada. Decorridos 6 semanas pós-natal, 36% das 197 mulheres e 8% dos 148 homens tinham DPN. Aos 12 meses pós-natal, a percentagem de DPN era de 53% nas 176 mulheres e 17% nos 139 homens. Após 6 anos pós-natal, 22% das 97 mulheres e 2% dos 60 homens participantes apresentaram depressão.&#13;
Relativamente às características da mulher quando associadas com a DPN, foi possível verificar uma associação positiva entre DPN e a DP durante a gravidez (OR ajustado=46,87; IC95%: 4,20-522,50), ansiedade anterior à gravidez (OR ajustado=13,86; IC95%: 2,35-81,83) e ansiedade 2 semanas pós-natal (OR ajustado=4,71; IC95%: 1,32-16,85). As mulheres de classe social III, segundo classificação de Graffar, têm 78% menos probabilidade de ter depressão pós-natal do que as mulheres das outras classes sociais (OR ajustado=0,22; IC95%: 0,05-0,95).&#13;
Quantos aos homens fumadores (OR=2,19; IC95%: 1,01-4,78),e também aos que tem características neuróticas (OR=3,51; IC95%: 1,17-10,51) têm maior probabilidade de ter DPN. Existe uma associação significativa positiva entre DPN no homem e a depressão antes da gravidez (OR=5,35; IC95%: 1,39-20,55), a ansiedade anterior à gravidez (OR=3,70; IC95%: 1,71-7,98) e de ansiedade 2 semanas pós-natal (OR=5,97; IC95%: 2,60-13,69). A ansiedade anterior à gravidez na mulher mostrou-se positivamente associada com a depressão pós-natal no homem (OR=3,31; IC95%: 1,55-7,04). Porém, ao ajustar os Odds ratio para as variáveis significativas, não se verificaram associações com a depressão pós-natal no homem.&#13;
Através da regressão linear, verificou-se uma associação entre a depressão pós-natal, no homem, na mulher separadamente e no casal, relativamente às variáveis da criança. No ajustamento psicossocial (CBCL) pode-se verificar que o diagnóstico de DPN na mulher está associado a um aumento na reatividade emocional da criança. A ocorrência de DPN no casal está associada a um aumento dos problemas somáticos da criança.&#13;
Enquanto a DPN na mulher está associada a um aumento dos comportamentos agressivos da criança, dos comportamentos globais do CBCL. No desenvolvimento cognitivo da criança (Griffiths) verificaram-se diferenças estatisticamente significativas no nível de desenvolvimento “locomotor” quando comparado com a DPN do homem (p=0,001) e com a DPN no casal (p=0,047). Discussão: A prevalência da DPN foi mais acentuada na 2ª semana pós-natal, tal como descrito em estudos anteriores, correspondendo ao período em que a perturbação se inicia. Quanto aos determinantes da depressão, quer da mulher quer do homem vão de encontro ao descrito anteriormente, por Kheirabadi, et al., 2009; Areias, M.E., Kumar, R., Barros, H., &amp; Figueiredo, E., 1996; gravidez não planeada, complicações no pós-parto, depressão e ansiedade anterior à gravidez, depressão e ansiedade durante a gravidez e acontecimentos de vida negativos. No que diz respeito à relação entre a DPN dos pais e as implicações nos filhos, uma criança aos 6 anos que teve uma mãe com DPN tem um aumento significativo na reatividade emocional e nos comportamentos a nível geral, quando comparada com uma criança com uma mãe sem DPN. Segundo Avan, B., Richter, L.M., Ramchandani, P.G. Norris, S., &amp; Stein, A. (2010), a depressão pós-natal materna está associada a problemas de comportamento da criança, que surgem mais tarde, independente do nível socioeconómico da família. Quando a criança que teve os dois pais com DPN, tem um aumento significativo nos problemas somáticos quando comparada com uma criança que teve ambos os pais sem DPN. Verificou-se também a nível do desenvolvimento, que crianças cujo pai ou o casal apresentaram DPN pior é o desenvolvimento locomotor aos 6 anos de idade, comparativamente com crianças cujos pai ou casal não apresentaram DPN. Conclusão: O surgimento de depressão e ansiedade antes ou durante a gravidez parece ser os determinantes mais relevantes da DPN. A DPN é muitas vezes grave e de longa duração, além disso, os nossos resultados sugerem que o seu efeito é duradouro sobre a saúde mental no casal e na PSA e CD das crianças
</description>
<pubDate>Wed, 01 Jan 2014 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/20.500.11816/358</guid>
<dc:date>2014-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item>
<title>Adaptação do questiionário de resposta emocional à viloência (REV) para a população portuguesa: o impacto, as consequências e os efeitos sobre a mulher vítima da violência física e sexual pelo parceiro íntimo</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/319</link>
<description>Adaptação do questiionário de resposta emocional à viloência (REV) para a população portuguesa: o impacto, as consequências e os efeitos sobre a mulher vítima da violência física e sexual pelo parceiro íntimo
Moreira, Lucia Amélia Xavier
A Violência Física e Sexual Contra a Mulher Pelo Parceiro Íntimo têm repercussões avassaladoras para a saúde da&#13;
vítima, sendo as consequências mais frequentes os sintomas de depressão e de ansiedade e o Transtorno do Estresse&#13;
Pós – Traumático. O objectivo deste estudo consistiu na adaptação do questionário espanhol de resposta emocional à&#13;
violência –REV (Soler, Barreto y González, 2005), traduzido por Rocha, Quintas, Serra, Oliveira e Alves ( 2008) para&#13;
a população de mulheres portuguesas vítimas de abuso físico e sexual pelo parceiro íntimo. Neste sentido, o REV foi&#13;
administrado a 215 mulheres, divididas em dois grupos: 106 mulheres não vítimas de violência nos últimos 3 anos com&#13;
idade média em torno de 36 anos e mulheres vítimas de violência no mesmo período de tempo, com idade média em&#13;
torno de 38 anos. Foram utilizados para o estudo uma Ficha Sociodemográfica (versão para investigação de Serra,&#13;
Quintas, Fonseca e Sousa, 2010); o Questionário de Violência Doméstica – QVD (Quintas, Serra, Oliveira, Alves e&#13;
Pacheco, 2008) e o Questionário de Resposta Emocional à Violência Doméstica – REV (Soler, Barreto y González,&#13;
2005, versão de Rocha, Quintas, Serra, Oliveira e Alves, 2008). O REV explora sintomas de depressão, de ansiedade,&#13;
desajuste psicossocial e humor irritável. Os resultados encontrados indicam que o REV constitui um instrumento fiável&#13;
e válido quando comparado com o original, podendo ser útil na avaliação psicológica em Centros de Cuidados de&#13;
Saúde Primários, naqueles casos em que se configura Violência Doméstica.
</description>
<pubDate>Tue, 01 Jan 2013 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/20.500.11816/319</guid>
<dc:date>2013-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item>
<title>Regulação emocional na psoríase: um estudo de "Embitterment"</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/318</link>
<description>Regulação emocional na psoríase: um estudo de "Embitterment"
Fernandes, Cláudia Filipa Correia
A psoríase é uma doença crónica da pele com elevado impacto na vida dos doentes. O objetivo deste estudo consiste em avaliar as dificuldades de regulação emocional em doentes com psoríase, avaliando um novo constructo: o amarguramento (“embitterment”).&#13;
Métodos: Participaram neste estudo 154 doentes dos quais 85 eram do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 18 e os 82 anos (média = 46,68). Os participantes preencheram um protocolo constituído por uma ficha sociodemográfica e clínica, uma escala de dificuldades de regulação emocional EDRE, um índice de severidade percebida da doença (SAPASI), um índice de incapacidade provocada pela psoríase (PDI), um inventário de sintomas psicopatológicos (BSI) e uma escala sobre o transtorno de amargura pós-traumática (PTED). Resultados: Os pacientes que recorrem ao acompanhamento psicológico ou psiquiátrico revelam menores níveis de amarguramento, principalmente nas dimensões dificuldade no funcionamento social e pensamentos de vingança. Em todas as dimensões do amarguramento foram encontradas associações positivas com a sintomatologia psicopatológica, nomeadamente com o psicoticismo e a hostilidade. No caso da depressão foi encontrada associação com as dimensões dificuldade no funcionamento social e resposta emocional, mas não com os pensamentos de vingança.&#13;
Conclusões: Atendendo aos níveis de amarguramento encontrados nos doentes com psoríase será importante incluir o acompanhamento psicológico no tratamento desta patologia.
</description>
<pubDate>Tue, 01 Jan 2013 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/20.500.11816/318</guid>
<dc:date>2013-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item>
<title>Impacto do desenvolvimento fetal no funcionamento neurocognitivo em adolescentes com cardiopatias congénitas cianóticas e acianóticas</title>
<link>http://hdl.handle.net/20.500.11816/313</link>
<description>Impacto do desenvolvimento fetal no funcionamento neurocognitivo em adolescentes com cardiopatias congénitas cianóticas e acianóticas
Matos, Samantha Meireles de
O objetivo deste estudo foi avaliar a performance neurocognitiva em adolescentes com cardiopatia congénita e determinar se os parâmetros de desenvolvimento fetal avaliados em recém-nascidos, tais como o perímetro cefálico, comprimento, peso e índices de Apgar, estão de alguma forma relacionados com o seu desempenho neurocognitivo.&#13;
Método: Foram avaliados 77 pacientes com Cardiopatia Congénita (43 homens) com idades compreendidas entre os 13 e 18 anos de idade (x= 15,04 ± 1,86), sendo que 46 são cianóticos. O grupo controle incluiu 16 crianças saudáveis (11 homens) com idades entre 13 e 18 anos (x= 15,69 ± 1,44). Os testes neuropsicológicos selecionados foram administrados a ambos os grupos, envolvendo uma ampla gama de funções neurocognitivas, como a memória a curto prazo (verbal e visuo-construtiva), memória de trabalho, velocidade de processamento, atenção (dividida e seletiva) e planeamento.&#13;
Resultados: Pacientes coronários em comparação ao grupo controlo apresentaram resultados inferiores na totalidade das provas, exceto na prova Memória Lógica. Os pacientes com CIV quando comparados com os pacientes com TF e TGA, apresentaram melhores resultados em todas as provas neuropsicológicas, embora as únicas diferenças significativas foram na prova FCRc (F=4,936; p=.010). Diversas correlações eram aparentes entre os parâmetros fetais/neonatais e as capacidades neuropsicológicas nos diferentes subgrupos de cardiopatias. No entanto, a principal correlação verifica-se entre o perímetro cefálico e as provas Dígitos Diretos (rho=.339; p=.011), Figura Complexa de Rey (rho=.297; p=.027), Stroop Interferências (rho=.283; p=.036) e Trail Making Test (rho=-.321; p=.017).&#13;
Conclusão: Adolescentes com cardiopatia congénita apresentam um pior desempenho neuropsicológico comparativamente ao grupo controlo, principalmente os pacientes cianóticos (TF e TGA). A circulação fetal parece ter um forte impacto sobre o crescimento cerebral e somático, prevendo um comprometimento cognitivo em adolescentes com cardiopatias congénitas.
</description>
<pubDate>Tue, 01 Jan 2013 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/20.500.11816/313</guid>
<dc:date>2013-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
</channel>
</rss>
