Intervenções de Enfermagem na Prevenção da Síndrome Pós-Internamento em Cuidados Intensivos na Família da Pessoa em Situação Crítica
Resumo
O presente relatório de estágio de natureza profissional, realizado no âmbito do Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na área de especialização em Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, documenta o percurso formativo que alia a prática clínica especializada à prática baseada na evidência científica.
Na parte I, descreve e analisa criticamente o caminho percorrido para a consolidação das competências comuns e específicas do enfermeiro especialista. Os estágios decorreram em contextos clínicos de elevada complexidade - serviço de urgência polivalente, unidade de cuidados intensivos polivalente e unidade de dor aguda - que permitiram experiências e reflexões sobre a responsabilidade profissional, ética e legal, de gestão de cuidados, desenvolvimento profissional contínuo e melhoria contínua da qualidade. As experiências vivenciadas nos diferentes contextos clínicos possibilitaram a aquisição de competências técnicas e não técnicas, reforçando a importância do pensamento crítico, da gestão de situações de elevada complexidade clínica e da promoção de cuidados humanizados à pessoa em situação crítica e a sua família.
Na parte II, foca-se a prática baseada na evidência, concretizada através de uma revisão integrativa da literatura subordinada ao tema “Intervenções de enfermagem na prevenção da síndrome pós-internamento em cuidados intensivos na família da pessoa em situação crítica”. Esta revisão identificou intervenções de enfermagem descritas na literatura internacional valorizando estratégias de suporte emocional, educacional e organizacional dirigidas à família da pessoa em situação crítica. A análise crítica dos resultados demonstrou que existem intervenções de enfermagem promissoras na prevenção da síndrome pós-internamento em cuidados intensivos na família da pessoa em situação crítica. As intervenções de enfermagem identificadas podem ser agrupadas em quatro categorias principais: comunicação e presença contínua; utilização de diários em cuidados intensivos; suporte emocional e estimulação sensorial; e programas de follow-up e suporte pós-alta. Estes resultados reforçam a crescente valorização da família como parte integrante do processo de cuidados, refletindo uma tendência para abordagens mais centradas na pessoa e na família.
